Ri, porquê?
Ando com pouco tempo para o blog (já repararam) e com pouca pachorra para políticos. Mas algo me deixa intrigado e me leva a escrever, perante os primeiros outdoors de campanha eleitoral para as Câmaras Municipais. É que todos (ou quase todos) os candidatos aparecem a rir. Alguns, mesmo a roçar a gargalhada.
Tal facto apenas pode ser explicável ou com um preocupante desfasamento em relação à realidade ou com uma grande dose de cinismo. Nós, os que não somos autarcas nem governantes, nunca sorriríamos perante a paupérrima situação do país e perante a deplorável amostra de candidatos que se nos tem apresentado.
O sorriso dos futuros ou presentes autarcas, desbragado, em muitos casos, é quase uma forma subtil de apelo à abstenção e à indiferença. Se calhar, a mesma indiferença que os próprios partidos têm demonstrado em relação a esta eleição.
Espantados com esta minha afirmação sobre a indiferença? Então que dizer das apostas do PS para as duas principais Câmaras do País? Carrilho??? Assis??? E que dizer das apostas socialistas aos municípios em que o PSD meteu os pés pelas mãos e vetou os seus próprios candidatos? Como se chamam os candidatos do PS nesses grandes municípios de Oeiras e Gondomar?
E que dizer da incapacidade do PSD para renovar apostas, com nomes de peso, nas corridas autárquicas? Onde está, pela parte de PS e PSD (que tanto querem limitar os mandatos de autarcas) a vontade de renovação, se mais não fazem dos que recandidatar todos ou quase todos os que já lá estão?
Estas eleições autárquicas poderiam ser um bom ensaio para oposição e partido do poder fazerem um esforço de renovação, depois do banho de incompetência que, uns e outros, têm dado nas suas passagens pelos Governos. Mas são, afinal, o espelho da incapacidade dos dois principais partidos portugueses para se renovarem, para alterarem métodos, nomes, posturas.
É que a mudança, não passa por encher a boca com a palavra “credibilidade”. É preciso tê-la. O povo não é “parvo”, como li há dias nas palavras de um “candidato fora da Lei”. Têm-no feito de parvo, é certo, mas não tardará o dia em que os sorrisos desbragados lhes farão mais cócegas do que é habitual.
Tal facto apenas pode ser explicável ou com um preocupante desfasamento em relação à realidade ou com uma grande dose de cinismo. Nós, os que não somos autarcas nem governantes, nunca sorriríamos perante a paupérrima situação do país e perante a deplorável amostra de candidatos que se nos tem apresentado.
O sorriso dos futuros ou presentes autarcas, desbragado, em muitos casos, é quase uma forma subtil de apelo à abstenção e à indiferença. Se calhar, a mesma indiferença que os próprios partidos têm demonstrado em relação a esta eleição.
Espantados com esta minha afirmação sobre a indiferença? Então que dizer das apostas do PS para as duas principais Câmaras do País? Carrilho??? Assis??? E que dizer das apostas socialistas aos municípios em que o PSD meteu os pés pelas mãos e vetou os seus próprios candidatos? Como se chamam os candidatos do PS nesses grandes municípios de Oeiras e Gondomar?
E que dizer da incapacidade do PSD para renovar apostas, com nomes de peso, nas corridas autárquicas? Onde está, pela parte de PS e PSD (que tanto querem limitar os mandatos de autarcas) a vontade de renovação, se mais não fazem dos que recandidatar todos ou quase todos os que já lá estão?
Estas eleições autárquicas poderiam ser um bom ensaio para oposição e partido do poder fazerem um esforço de renovação, depois do banho de incompetência que, uns e outros, têm dado nas suas passagens pelos Governos. Mas são, afinal, o espelho da incapacidade dos dois principais partidos portugueses para se renovarem, para alterarem métodos, nomes, posturas.
É que a mudança, não passa por encher a boca com a palavra “credibilidade”. É preciso tê-la. O povo não é “parvo”, como li há dias nas palavras de um “candidato fora da Lei”. Têm-no feito de parvo, é certo, mas não tardará o dia em que os sorrisos desbragados lhes farão mais cócegas do que é habitual.

7 Comentários:
"Enquanto a Política da Água estiver, em termos hierárquicos, abaixo de uns rabiscos feitos por uns mongas pré-históricos e de um ninho dum abutre marreco, os portugueses arriscam-se a morrer à sede num futuro próximo" - Quitéria Barbuda in "A Tragédia de Foz Côa", Revista "Espírito", nº 10, 2005.
www.riapa.pt.to
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 19 Julho, 2005 22:56
Um regresso em grande forma e no teu melhor estilo! ;-)
Um abraço
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 10:07
Ó Nónio, quando puderes passa pelo www.porcolatino.blogspot.com..gostei do que aqui li. volto. 1 abraço.
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 15:12
É a palhaçada geral...Batatinha e Cª vão às assembleias de freguesia!
Abraço grande da Zona Franca e espero q o regresso seja efectivo pois já tinha posto o NónioBlog na lista dos Fora de Zona!
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 17:47
Finalmente! Oh Nuno, eu estava preocupado, com a sua ausência. "Vou ali, em busca de uma farmácia", e passado mais de um mes não aparecia. Até julguei que adoecesse, tivesse sido assaltado (pelo Cordeiro) ou tivesse qualquer coisa de grave, como o "Homem Piano". Uf!
Seja bem-vindo!
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 19:15
Obrigado pelo incentivo. Espero retribuir...
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 21:33
Obrigada por me mostrar que afinal não sou a anormal no meio de tantos normaloides.
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 22 Agosto, 2005 22:55
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