O arrastão de Freitas do Amaral
Hoje apetece-me falar do Freitas do Amaral. Ou melhor… do arrastão!
Aliás. Talvez venha, no fundo, a ser tudo uma mesma coisa.
De facto, nem os “pretinhos” do arrastão eram ladrões nem Freitas o “papão” que se dizia que era, por aí.
Senão vejamos. Ficámos hoje a saber que, afinal, fomos todos enganados quando nos disseram que 500 (sim, quinhentos) “estrangeiros” tinham “varrido” a praia de Carcavelos. Ora aí estava logo a primeira questão. Só alguém muito ingénuo ou racista poderia achar que os “pretos” são tão estúpidos que organizassem um mega-assalto, que nem a Al-Quaeda teria capacidade para organizar, e… se arriscassem a roubar bronzeadores aos pobres da linha… Esse é uma primeira evidência que, aliás, já tinha lido algures.
E o que tem isso a ver com Freitas do Amaral? Pois bem, só alguém muito ingénuo ou racista poderia achar que o homem, lá por ter sido do CDS, ia aproveitar cada entrevista para tirar o tapete ao Governo.
Depois, há o fenómeno dos idiotas dos jornalistas, a quem contam um ponto e tomam logo como conto.
Pois foi o que aconteceu em Carcavelos. Terá sido, mais ou menos isto:
“Olhe lá, senhor jornalista, anda para aqui uma pretalhada que não para de jogar à bola. Parece uma invasão”!!
“O quê? Invasão ou arrastão??”
“OK, deve ser isso, arrastão…”
Tal como neste caso (parece que foi mais ou menos assim), também no caso Freitas se passou a mesma coisa:
“Olhe lá, senhor jornalista, é difícil explicar que, depois do défice… vem mais défice”
“O quê? O Sócrates é maricas??”
“Não, apenas estava a tentar dizer que se explicou mal”
“O quê? O Sócrates governa mal?”
“OK, deve ser isso…”
O mais engraçado é que há outra analogia. Ficámos também hoje a saber que, quer num caso quer noutro apenas há um único queixoso. O que é suspeito.
Na praia foi uma senhora a quem furtaram… o bikini! (terá sido?)
No caso Freitas o único a queixar-se… foi um anão, que, por ventura terá perdido os óculos e leu a entrevista "ao viés".
De facto, num e noutro caso, no meio de tanta culpa e de tanto mal entendido, alguém se esqueceu de algo. É que para haver crime tem que haver criminoso e vítima. Ou seja, para haver roubo tem que haver ladrão e roubado. Da mesma maneira, para haver ofendido, terá que haver quem ofenda e ofendido. Só que nestes dois casos, faltam as vítimas. Não há nem roubados nem ofendidos... pelo que se conclui que, num e noutro caso, alguém, eventualmente racista, resolveu fazer a festa, deitar os foguetes e apanhar as canas e, quando se deu por ela, além dos jornalistas, ninguém estava preocupado com o assunto!
Bem, no caso do Freitas ainda por aí anda o Anão aos gritos… mas também, já ninguém lhe liga!

1 Comentários:
“O Senhor Campos das Cunhas não aguentou a falta da Reforma Dourada da Caixa e ficou com uma Depressão. O Médico de Família informou-o de que o único remédio eficaz para recuperar rapidamente seria mandar o Sócrates às urtigas. Amanhã já o vamos ver sorridente e com a Saúde atestada” – Quitéria Barbuda in “O Dinheiro é Fundamental para a cura da Impotência”, Revista “Espírito”, nº 11, 2005.
www.riapa.pt.to
por <$BlogCommentAuthor$>, ás 20 Julho, 2005 23:01
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