Nónioblog

domingo, março 27, 2005

Pérolas

Confesso que tenho andado um bocado desleixado em relação ao blog... mas o futebol sempre me vai dando vontade de colocar aqui umas "bocas".
Hoje durante o Portugal-Canadá fiquei a saber que "o Pauleta é um dos maiores oportunistas da Europa"! Mas se o Luís Baila levou com esta o primeiro prémio, já Carlos Daniel levou o segundo... muito próximo, pois ficámos a saber que o que está na bandeira do Canadá é (!!!!!!!!!) um trevo!

terça-feira, março 22, 2005

Subjectivo... mas não tanto!

“Uma agressão é na cara… com um murro”
A afirmação pertence a Frasco, comentador SPORTV no jogo Sporting - F.C. Porto, após a expulsão de McCarthy, por ter dado uma cotovelada nos “rins” de Rui Jorge… sem bola.
Por isso, já sabem, se passarem pelo Frasco na rua, podem dar-lhe um pontapé nos tomates. Não é agressão!

terça-feira, março 15, 2005

Eles falam, falam...

Se não fosse trágico seria engraçado ver como certos relatores desportivos e comentadores televisivos qualificam os jogadores da bola. Se forem de determinada equipa, não se coíbem de qualificações ofensivas como "... fulano não joga patavina". Mas se vestirem uma camisola de outra cor são agora "... jogadores com dificuldades no processo ofensivo".
Ainda hoje vi um jogo cheio de jogadores com dificuldades nos processos... defensivo, táctico, técnico e, claro, ofensivo.
Transpondo para o jornalismo, diria que há por aí muita gente com dificuldades no processo auditivo, descritivo e analítico, sendo que existem ainda os que têm dificuldades no processo cognitivo e, por fim, os que estranhamente nem sequer chegam a processar o que quer que seja, limitando-se a pontapear a bola para a frente...

Eu não estou em "blackout"

Não. Não estou em “blackout”. Nem no Governo.
Tem mesmo sido falta de tempo o que tem provocado a minha ausência na blogosfera.
Mas bem podia estar em “blackout” ou, se preferirem, podia ter adoptado a mais portuguesa “Lei da rolha”.
Se há 40 anos isso nos faria a todos cantar de protesto, de guitarra ao peito, como “Zéca” ou “Adriano”, hoje parece ser elogiável estar calado e, mais ainda, impor o silêncio a terceiros e provocar com isso (quer queiramos ou não) censura.
O Futebol Clube do Porto é exímio nessa técnica de furtar a palavra aos seus artistas. Pelos vistos, a técnica nada terá a ver directamente com os resultados...
Tendo Sócrates adoptado o mesmo estratagema para suportar a sua governação, sou levado a crer que estamos perante um caso de persistência apenas admissível aos burros.
Sem querer, contudo, e desde já, disparar sobre o novo Primeiro Ministro mísseis semelhantes aos que já teriam por todos sido disparados em sua direcção caso o governante fosse de Direita (e ainda mais se desse pelo nome de Santana), diria apenas que espero que esta “rolha” que Sócrates impôs aos seus Ministros e Secretários de Estado não seja nem fraqueza nem falta de confiança nos seus "homens de confiança" nem tão pouco um "tique" que lhe tenha sobrado do guterrismo: “nada dizer, nada fazer, para ninguém molestar”. É que, calado, está-se sempre do lado certo, ou seja, dos que não têm palavra, que são quase todos. Mas é também verdade que calados estaremos também e sempre do lado errado da história. Uma história que é feita de Mandela, Xanana, Humberto Delgado... e nunca de fracos cuja única defesa é auto-anularem-se.

terça-feira, março 08, 2005

O caso do Arquivador Geral da República

Já aqui aludi pelo menos uma vez ao facto de ser uma coincidência que muitos processos, hoje em franca investigação ou julgamento, apenas tenham visto caminho livre à sua frente depois da saída de Cunha Rodrigues da Procuradoria Geral da República. Até esse momento, a sensação que os portugueses tinham quando havia “peixe graúdo” pescado era que... acabaria tudo em “águas de bacalhau”.
Estas referências piscatórias vêm a propósito desta notícia de hoje no Correio da Manhã e duma investigação que está a ser levada a cabo, já em fase de julgamento.
Goste-se ou não do actual Procurador Geral Souto Moura, o facto é que bem ou mal, vai dando a sensação de que, pelo menos, a máquina começou a funcionar. Talvez esteja até emperrada e enferrujada. Talvez a Justiça em Portugal esteja ainda a dar os seus primeiros e tímidos passos no sentido de decapitar a grande criminalidade económica, mas o facto é que esses passos – ficará escrito na história – são dados de mão dada com Souto Moura.
Sobre Cunha Rodrigues, sobre os processos sucessivamente arquivados, sobre as prescrições sistemáticas e incompreensíveis que levaram o “povo” a alcunhá-lo de Arquivador Geral da República, falará a história também. Porque a história e o distanciamento são normalmente sinónimo de perda de pruridos e de tabus.
O que perguntarão certamente, no futuro, os manuais da história do pós 25 de Abril quando forem passadas páginas como as do acidente de Camarate ou os sucessivos casos de corrupção de que fomos sendo “desinformados” como o da Expo 98, é algo bastante simples: “E se o procurador não fosse Cunha Rodrigues?” Ou “Teriam estes casos sido julgados caso Souto Moura tivesse chegado mais cedo ao cargo?”.
E se projectarmos a futura história do início do Século XXI, será que poderemos ler que “a partir da tomada de posse de Souto Moura, casos como os da pedofilia, até então estranhamente encobertos, começaram então a ser desvendados e até julgados...”

segunda-feira, março 07, 2005

Fita métrica precisa-se

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas fez este comunicado, e tem razão.
Claro que tem razão. Gosto particularmente da parte em que perguntam se morreu o homem que tinha medido os monovolumes anteriormente... Está bem perguntado.
Mas agora pergunto eu, porque razão um carro a gasóleo paga menos de imposto municipal do que um a gasolina? E porque razão uma pick-up de duas modas motrizes paga menos IA do que uma de quatro rodas motrizes? E porque razão reduz o Estado 80% do IA num carro usado com 15 anos e depois dá 1.000 euros ao seu proprietário para o abater? E porque razão os ligeiros mistos pagam menos IA do que os ligeiros de passageiros? E porque razão um monovolume paga menos IA do que um ligeiro? E porque razão uma mota paga tanto de portagem como um ligeiro e mais do que uma carrinha comercial?
Penso que quem fez estas Leis, se não morreu, merece morrer.

domingo, março 06, 2005

Os tambores e a sirene ou um jogo de futebol da "Superliga"

Podia e devia falar de Freitas do Amaral. Mas não me move a senilidade, mesmo quando esta chega ao Governo. Podia falar da política social que o PS nos prometeu e que ainda antes da posse é transformada por dois tecnocratas (na Economia e nas Finanças) em subida de impostos. Podia falar de muitas outras coisas certamente muito motivadoras de um bom “post”. Como fuga, podia ainda falar de futebol, pois dizem que é esse o ópio do povo e eu sou povo. E sou povo a precisar de ópio que me anestesie politicamente. Mas como também o futebol me deixou de interessar, pelo menos enquanto comentador deste blog, vou falar de algo que não é nem futebol nem política.
Hoje assisti a um jogo de futebol na televisão. Não é a primeira vez que chego a final cansado. Cansado do fraco futebol, da fraca arbitragem, do fraco espectáculo, mas também cansado da poluição sonora inaceitável. Da última vez que fui a um estádio, ainda as Antas não eram Dragão, ficou à porta um pequeno plástico que sustentava uma bandeira de 20 cm do meu filho. “Não pode entrar”, disseram, “por razões de segurança”.
Já nem vou alegar as mesmas razões de segurança, mas pelo menos por razões de civilidade e de bem-estar, é questionável que entrem num estádio da “Superliga” bombos, tambores, cornetas e outros aparelhos semelhantes. Durante todo o jogo que hoje assisti, como “banda sonora” fui obrigado a ouvir um “tum tum tum tum tum” permanente e irritante de bombos que adeptos levaram para o estádio e que a segurança e a organização deixaram entrar. Calculo que, como eu, haja muitas mais pessoas que evitam aquele estádio e outros onde a prática inédita a nível dos países civilizados é utilizada. Mas, independentemente disso, e como telespectador que neste caso era, assiste-me o direito ao protesto (ou lamento). Torna-se quase torturante manter o som da televisão ligado e, se no caso eram poucos os adeptos a assistir ao vivo, espanta-me como pode um campeonato (que movimenta milhões e que fundamentalmente é um espectáculo televisivo, com cinco jogos por jornada a serem transmitidos em directo) não zelar por aspectos como este.
Triste por estar num país onde a política bateu no fundo uma e outra e outra vez (e parece querer enterrar-se até à ponta dos cabelos) sou-o também pelo “terceiro mundismo” que o nosso povo continua a enunciar a cada oportunidade, em pequenas e em grandes coisas (como Nónio a mim cabem-me sobretudo as pequenas).
Bater em tambores de forma sistemática e nem sequer com alguma lógica musical ou trabalho rítmico não é sequer típico de sociedades mais ancestrais, senão se símios sem nada para fazer, que só em Portugal assistem, por acaso, a jogos de futebol Não me recordo de ouvir semelhante em San Siro, no Cam Nau ou em Wembley.
Vá lá que desta vez tivemos uma inovação: uma sirene tipo ambulância, que periodicamente disparava dos lados de uma claque. Triste e original ou apenas um sinal de que, afinal, eram humanos que assistiam ao jogo?

sexta-feira, março 04, 2005

Novo Queijo Limiano

O novo Governo é, todo ele, um queijo limiano. Um queijo onde entra a factura de Freitas do Amaral, a factura da Casa Pia, a factura do Lobby dos bancos, a factura do aparelho do partido, a factura do guterrismo. Estão lá todos. Os comentadores, coitados, estão atrapalhados. Excepção a Martim Avilez Figueiredo.

quinta-feira, março 03, 2005

Olá patrãozinho!

Hoje li, salvo erro no Comércio do Porto, numa daquelas paginas não assinadas de “fait-divers” que há quem anda nas redacções à procura de notícias e crónicas antigas escritas de forma crítica aos irmãos Oliveira. Esses comentadores e jornalistas são muitos dos que supostamente trabalham para os meios da PT Serviços que estão prestes a serem adquiridos pela Olivedesportos.
Esta afirmação deixou-me a pensar. Não porque não acredite que seja verdade. Não porque acredite que o dito senhor Oliveira vá agora à procura de desenterrar editoriais de há 10 anos para proceder à limpeza das suas redacções, caçando bruxas atrás de bruxas. Mas porque certamente, na tacanhez de muitos dos que continuam a fazer jornais em Portugal, ao “lápis azul” (mesmo que ele não existe) antecipar-se-á a sua própria auto-censura, modificando a opinião, a visão e até a sua cor clubística, se tal for preciso....
Esta “boca” do Comércio do Porto, não assinada, como convém, e por isso assinada pela Direcção do jornal, também não é sinal de inteligência, independência ou rigor jornalística. É apenas o sorriso amarelo de que, neste caso concreto, nem compra nem é comprado!E assim vai a consciência jornalística nacional.

O cão que mordeu o homem

O Jornal das 20 horas de ontem na SIC e o das 13 de hoje na mesma estação, abriram com a notícia de um assalto em Porto de Galinhas, Brasil. Em oráculo lia-se hoje na notícia de abertura: “carteiras, relógios e telemóveis roubados”.
Se há um exemplo do que NÃO deve ser o jornalismo aí está. A notícia só é notícia porque no autocarro onde se deu o assalto a "meia-dúzia" de turistas ía um jornalista da SIC.
Se cada vez que um português visse o seu telemóvel, relógio ou carteira roubado fosse notícia (e de abertura) de sucessivos telejornais, então o que seria da nossa informação.
Este episódio triste só mostra como está a cultura da informação em Portugal e o nível de impreparação dos responsáveis pela edição de blocos noticiosos tão importantes como os da SIC.
Na minha humilde sapiência, sempre mantive como verdade que quando o jornalista é a notícia, algo de profundamente errado se está a passar.

terça-feira, março 01, 2005

Mais de 5 mil visitas em Fevereiro

O Nónio continua a subir no número de visitantes. Em Fevereiro registou 5.073 visitas, o que representa um recorde. O dia com maior número de visitas continua, no entanto, a ser o dia 21 de Outubro de 2004, com 529. No total, já são mais de 7.800 os visitantes que por aqui passaram este ano.